Eles dizem que ela morreu de um coração partido.
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"Você não pode tentar impedir, sentimentos como esses não são esquecidos, o máximo que se pode esperar e que seu nível de sanidade permaneça acima da média para que possa continuar vivo.
poisonous-flowers.
"tenho que começar a observar, observadora. ver tudo ao meu redor sem ser vista, escondida no meu mundo, segura na fala e no pensamento, com todas as armas e os meios de ser quem eu realmente sou, no teatro vejo as coisas das coxias, sem distrações, meu único foco e a peça, que eu escrevo, dirijo, componho até participo se necessário, propósito único, ritmo constante, a bela morte chega e passa, ir com ela e sentença final, resultados descoordenados, falas soltas, tudo e feito de monólogo."
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Tenha dó, não mereces o afago nem de Deus nem do Diabo
Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti…
"Porquê apesar de me fazer de tola, você me quer por perto, parece que você faz disso o seu jogo favorito, como uma brincadeira de botão. Eu quero brincar também, mas nem isso você deixa, mas mesmo assim eu entendo você, talvez se eu o guardasse como um brinquedo eu também iria queres-te só para mim, pois nos criamos como crianças egoístas, guardamos um ao outro como a um domingo de verão, mas infelizmente um dia o verão passa, o brinquedo quebra, a gente cresce, o coração esfria, o amor acaba da mesma forma que nasce,numa tarde ensolarada em um lugar qualquer. E depois a vida segue e quando menos se espera as tardes ensolaradas chegaram novamente a cidade."
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"eu peço para o tempo me dar o meu amor, porquê escrever tá difícil, porquê o tempo de escrever acabou."
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"ei, moça- o rapaz gritou, mais a moça bonita continuou andando sem da-lhe atenção, ela era alta percebeu o rapaz, ela chegava a alcançar os seus ombros, ao estar perto o suficiente ousou tocar nas costas da moça, sentiu medo pois só o balançar dos seus cabelos a fazia parecer irreal, ela olhou para ele esperando dizer a que veio, ele olhou para o envelope na própria mão e depois olhou para moça dizendo quê a própria havia deixado o embrulho cair no chão, ela olhou fixamente para o seu rosto e o rapaz a olhou de volta, os olhos castanhos dela era a própria maresia, os lábios dela se curvaram no que deveria ser um sorriso e ela disse:
- eu sei, deixe o lá, ou fique com ele se quiser, não serve mais.
ela deu ao rapaz mais um de seus sorrisos, ele deveria devolver o pacote ao lugar de onde achou ou então insistir que a moça deveria pegar o seu pertence de volta com a desculpa de que não podia aceitar, mas ela continuava olhando para ele com aqueles olhos que pareciam saber de tudo o que ele pensava e que parecia conhece-lo de anos atrás, ele abriu o embrulho sem cerimonia, dentro havia um colar de corrente fina e pingente redondo e delicado, ele olhou do objeto para a moça e preguntou:
- porquê não te serve mais?
ela olhou sobre o ombro do menino para lugar nenhum e disse:
- porque e uma promessa.
ela tocou o cabelo do menino e ele sentiu como se o lugar pegasse fogo de dentro para fora. a moça deu as costas a ele e quando ela se distanciava o menino gritou:
- que promessa moça?
ela respondeu sem olha-lo:
- era só um pouco de poesia.
confuso o rapaz gritou mais alto para que a moça consegui-se ouvir:
- para quem?
-para nada ou ninguém especifico.
em resposta ele sugeriu:
- ou para ninguém que valesse a pena?
ela em resposta deu uma leve risada, o garoto jurava que ouvirá o barulho das ondas do mar naquele riso, a moça era o oceano, seus olhos maresia, seu riso eram as ondas e o seu coração era o alto mar, alguém um dia, pensou ele, será corajoso o suficiente para nadar até lá."
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"É porque nós curamos um ao outro."
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